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Bruna Barbosa
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- Direito trabalhista
26 Nov 2026 -

Gigantes dos supermercados e farmácias anunciam fim da escala 6×1 para todos os trabalhadores de forma antecipada

Grandes redes de farmácias e supermercados antecipam o fim da escala 6×1 e adotam a jornada 5×2, garantindo dois dias de descanso semanal.
Gigantes dos supermercados e farmácias anunciam fim da escala 6×1 para todos os trabalhadores de forma antecipada

Milhares de trabalhadores brasileiros já começaram a se despedir da tradicional escala 6×1. Grandes redes de supermercados e farmácias decidiram antecipar a mudança na jornada e passaram a garantir dois dias de descanso por semana aos funcionários, sem esperar pela obrigatoriedade da nova legislação.

A transformação alcança algumas das maiores empresas do comércio nacional, incluindo companhias que administram milhares de estabelecimentos e empregam dezenas de milhares de profissionais. Em determinadas redes, a escala 5×2 já foi implantada em todas as lojas. Em outras, a substituição acontece gradualmente.

Além de proporcionar mais tempo livre aos trabalhadores, a iniciativa busca solucionar dificuldades enfrentadas pelo varejo, como a falta de candidatos para vagas de emprego, as faltas frequentes e a saída de funcionários.

Entre as empresas que anunciaram a antecipação estão Raia, Drogasil, Drogarias São Paulo, Pacheco, Savegnago, Supernosso, Extrabom, Coop, Farmácias São João e Supermercados Pague Menos.

A mudança também ocorre após uma decisão histórica do Congresso Nacional. Em 16 de outubro de 2026, o Congresso promulgou a Emenda Constitucional nº 141, que estabelece o fim da escala 6×1 como regra geral, garante duas folgas remuneradas por semana e determina a redução gradual da jornada de trabalho sem diminuição salarial.

A mudança também exigiu uma reorganização dos turnos, especialmente porque algumas drogarias funcionam até tarde ou permanecem abertas durante 24 horas.

Entretanto, as duas empresas mantiveram inicialmente a carga de 44 horas semanais, distribuída entre cinco dias de trabalho.

Com a nova legislação, precisarão adequar também a quantidade de horas trabalhadas aos limites constitucionais.

Fonte: Tempo Novo 

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